| Estudo associa consumo de vegetais a um menor risco de câncer no sistema circulatório. |
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Um estudo da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, apresentado, nesta semana, no Encontro Anual da Sociedade Americana de Hematologia indica que um maior consumo de vegetais – principalmente verduras de folhas verdes –, além de vitamina E, manganês e zinco está associado a um menor risco de desenvolver linfoma não-Hodgkin. O linfoma é uma doença, ou um tipo de câncer, que acomete o sistema de defesa do organismo, especialmente linfonodos, baço e medula óssea, dentre outros órgãos. “Espécies reativas ao oxigênio causam danos ao DNA e alteram as respostas imunológicas, e têm sido associadas ao desenvolvimento de linfoma não-Hodgkin. Dietas ricas em frutas e vegetais são excelentes fontes de antioxidantes; e as vitaminas C e E, polifenóis e carotenóides, juntamente com micronutrientes selecionados como o zinco, são tidos como responsáveis pela maior parte da atividade antioxidante dos alimentos”, explicaram os autores. Avaliando a alimentação de 416 pessoas recentemente diagnosticadas com linfoma não-Hodgkin e 926 pessoas saudáveis registradas na Mayo Clinic entre os anos de 2002 e 2007, os pesquisadores descobriram que aqueles que comiam mais vegetais tinham 54% menos chances de desenvolver o câncer, comparados com aqueles com menor consumo. E os vegetais “mais protetores” seriam aqueles de folhas verdes – 45% menor risco doa doença. De acordo com os autores, não houve diferenças no risco com o consumo de frutas, legumes e vegetais vermelhos, amarelos e alaranjados; e a proteção oferecida por vegetais crucíferos, como brócolis e couve-flor, seria menor do que a observada em pessoas que consumiam vegetais de folhas verdes. Em relação aos nutrientes, a ingestão de vitamina A, principalmente em forma de beta-caroteno, foi associada a uma redução de 44% no risco; o maior consumo de vitamina E a 47% menor chances de ter linfoma não-Hodgkin. E o consumo de manganês, de selênio e de zinco também teve relação inversa com a doença. “Essas descobertas estendem uma crescente literatura de estudos de coorte e caso-controle que apóiam um papel protetor de alimentos e nutrientes que funcionam como antioxidantes relacionados aos mecanismos contra o desenvolvimento da doença, e, além disso, podem representar um dos poucos conhecidos fatores de risco modificáveis desse câncer”. Fonte: 50th ASH Annual Meeting and Exposition. San Francisco, Califórnia. 06 a 09 de dezembro de 2008. |
| Última atualização em Seg, 15 de Dezembro de 2008 14:13 |