Febre repentina, tosse, dor de garganta e dores pelo corpo estão entre os sintomas mais conhecidos da influenza, mas, nas crianças, a doença também pode apresentar sinais menos associados a uma infecção respiratória, como náuseas, vômitos e diarreia. A Pediatra Larissa Brunelli chama a atenção para essas manifestações e orienta pais e responsáveis sobre os sinais de alerta, as formas de prevenção e a importância da vacinação.
A influenza é uma infecção viral aguda do trato respiratório causada principalmente pelos vírus Influenza A e B. Segundo a pediatra, embora os dois possam provocar quadros semelhantes, existem diferenças na forma como circulam.
“O Influenza A é o mais comum, sofre mutações com muita facilidade e é o grande responsável pelas epidemias mundiais. Já o Influenza B circula quase exclusivamente entre humanos e costuma causar surtos localizados, afetando também as crianças”, explica Dra. Larissa.
Entre os sintomas mais frequentes estão febre de início súbito, calafrios, dor de garganta, tosse, dor de cabeça e dores pelo corpo. No público infantil, entretanto, a presença de sintomas gastrointestinais pode dificultar a identificação da doença.
A maioria das crianças apresenta recuperação com repouso e hidratação. A pediatra ressalta, porém, que alguns sinais exigem atenção e avaliação médica imediata. Dificuldade para respirar, respiração muito rápida, afundamento da região entre as costelas durante a respiração e coloração arroxeada nos lábios ou no rosto estão entre os principais alertas.
Também é necessário procurar atendimento quando a criança recusa completamente a ingestão de líquidos, apresenta sonolência excessiva, pouca reação ou dificuldade para acordar.
Entre as medidas para reduzir o risco de formas graves da doença, Larissa destaca a vacinação anual contra a influenza. Conforme explicado pela pediatra, a imunização contribui para prevenir casos graves, complicações e internações e está disponível na rede pública para crianças de seis meses a menores de seis anos.
Outros cuidados também ajudam a diminuir a transmissão dos vírus, como higienizar as mãos com frequência, utilizar álcool em gel, manter os ambientes ventilados e evitar locais fechados e com aglomeração, principalmente nos períodos de maior circulação da influenza.
Para a pediatra, além da prevenção, é fundamental que pais e responsáveis saibam reconhecer mudanças no quadro da criança. A identificação dos sintomas, a atenção aos sinais de agravamento e a vacinação em dia são medidas importantes para proteger o público infantil e buscar assistência no momento adequado.
